Doramas, k-drama, Resenha

Voice

Sei que tô bem atrasada com a resenha, mas vamos lá. Minhas semanas não são as mesmas sem os sustos e tensão de Voice.

Antes de começar a falar sobre esse k-drama muuito bom, preciso dizer que ele não é pra todo mundo. Primeiro por que não tem nenhum romance. Segundo, Voice é violento! Tem sangue, pessoa queimada viva, enforcamento, tortura e outras cenas fortes.

Na Coréia, a classificação etária precisou ser aumentada para 19 anos, devido às cenas pesadas. Então, ó, aviso: O drama NÃO é recomendado para menores de 18 anos.

OBS: O texto possui spoilers sobre o primeiro episódio. Se não quiser saber nem isso, pode pular pra seção que fala dos personagens.

Ficha técnica

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Rede de transmissão: OCN
Ano transmissão: 2017
Gênero: Policial / Thriller / Ação
Capítulos: 16
Cast principal:
Jang Hyuk como Moo Jin Hyuk
Lee Ha Na como Kang Kwon Joo

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Sinopse

Logo no primeiro episódio, Voice já surpreende e mostra que ritmo lento definitivamente NÃO é com ele. Nos 25 primeiros minutos já temos assassinato, choro, julgamento, acusado em liberdade e promessa de vingança.

Kang Kwon Joo e Moo Jin Hyeok, nossos protagonistas, são policiais e perderam entes queridos na mesma noite. Kwon Joo estava trabalhando na Central de Atendimento da polícia e recebeu uma ligação de uma mulher que estava sendo perseguida.

A prota tenta descobrir maiores informações, mas, infelizmente, a mulher é assassinada durante o decorrer da ligação. A mulher ao telefone é esposa de um policial muito conhecido e respeitado da Divisão de Homicídios, o Jin Hyuk.

Quase em seguida, Kang Kwon Joo recebe uma outra ligação, agora a vítima é seu pai que, infelizmente, também é assassinado.

Então rola uma investigação policial e chega o dia do julgamento do homicídio da esposa do policial. Kang Kwon Joo, por ter atendido a ligação, é chamada como testemunha do caso. A polícia inteira acredita que o suspeito é realmente culpado. Mas… ao contrário do que todos esperavam, Kwon Joo afirma que ele não é o assassino e, por causa disso, o suspeito é liberado.

Diante disso, a prota é desacreditada e se afasta da delegacia.

Três anos depois… Moo Jin Hyuk está um caco! Em nada lembra o investigador competente de antes. Já a prota está voltando dos Estados Unidos para trabalhar na mesma delegacia.

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Como vocês podem imaginar, o reencontro dos dois não é nem um pouco amigável, mas… independente disso, eles terminam trabalhando juntos.

E é com esse pano de fundo que Voice apresenta os mais variados casos, ao mesmo tempo em que tece lentamente o caso central, que une os dois protagonista.

PERSONAGENS

Voice NÃO é um drama focado nos personagens! Pouco se pode falar sobre Moo Jin Hyuk e Kang Kwon Joo, pois não há um grande desenvolvimento da personalidade ou da vida pessoal dos dois. O ponto central do drama são os casos, tanto o caso principal, quanto os genéricos. Em contrapartida, o vilão é o mais bem desenvolvido todos, como uma forma de explicar o porquê dos crimes e pra que a gente possa ter mais raiva ainda de tudo ~eu não vou falar absolutamente nada do vilão, que é pra não dar spoilers~.

Mas… de qualquer forma, vou apresentar os protagonistas aqui pra vocês.

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Após um período afastada, Kang Kwon Joo retorna decidida a achar o verdadeiro culpado pela morte de seu pai. Com isso, resolve implantar um novo sistema de atendimento, mais rápido e eficaz, chamado de equipe Golden Time.

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A prota possui uma habilidade especial, uma espécie de 6º sentido. Ela tem uma audição incrivelmente apurada, capaz de ouvir e identificar até os ruídos mais baixos e imperceptíveis ao ouvido humano. E é essa capacidade peculiar que ela usa pra tentar localizar e ajudar as vítimas.

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Enquanto isso, Moo Jin Hyuk, mais conhecido como Cachorro Louco, está em declínio na sua carreira policial. Ao reencontrar a prota, é recrutado pela Equipe Golden Time e, mesmo que inicialmente contrariado, passa a trabalhar junto com Kwon Joo.

A união do talento peculiar da prota com a capacidade de investigação do prota são essenciais para o caminhar da trama e para a resolução dos casos. Mas, além deles dois, a equipe possui mais três personagens secundários.

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Shim Dae Shik é policial e amigo de muito tempo do Jin Hyeok. Mesmo relutante, entra pra equipe com o prota para ajudá-lo. São eles dois que fazem o trabalho de campo da Golden Time. Indo a procura das vítimas, enquanto a prota tenta tranquiliza-las ao telefone.

Park Eun Soo e Oh Hyeon Ho são funcionários da central de atendimento da Golden Time, junto com a prota. Felizmente o roteiro soube aproveita-los e cada um terá um momento de destaque, em que participarão ativamente de um dos casos.

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Jang Gyeong Hak não pertence a Golden Time, ele é chefe da equipe de crimes violentos. E sinceramente? Ele só embaça tudo! Tinha meio que uma competiçãozinha com a Golden Time e aí às vezes ele atrapalhava tanto, que eu ficava me perguntando se ele era mesmo policial. >T

OS CASOS POLICIAIS

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Olha… eu devo confessar a vocês que não sou uma grande fã de dramas ou mesmo séries baseados em tramas semanais genéricas. Eu gosto de continuidade, de criar laços e de me importar com as pessoas envolvidas da história.

Mas em Voice… isso foi totalmente revogado e eu me peguei ansiando fervorosamente pelos casos e ficando nervosa cada vez que o telefone da polícia tocava com a ligação de uma nova vítima.

Se tem algo que Voice soube usar brilhantemente, foi o clima de tensão. O roteiro é ágil e está sempre sendo cronometrado, pois qualquer minuto que a equipe perde, diminui as chances de encontrar a vítima com vida.

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E foi exatamente o modo como essa tensão foi construída uma das qualidades do drama. Ao invés de tentar solucionar um crime que já aconteceu, a Golden Time corre contra o tempo para evitar que o homicídio ou a agressão ocorra. Claro que normalmente thrillers recorrem ao recurso do tempo apertado, mas em Voice conseguiram fazer isso de maneira sensacional.

Prestenção, que vou explicar como funcionam os casos.

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A vítima liga pra estação da polícia e diz que está sendo perseguida/agredida/presa/etc. Daí, desde esse momento, os policiais de campo são acionados para tentar encontrá-la, antes que um crime pior, normalmente homicídio, aconteça. Enquanto isso, a vítima continua ao telefone com a Prota, que consegue não só pedir informações à vítima do possível local em que ela se encontra, como ouvir os ruídos ambientes e usá-los para tentar solucionar o caso.

Tensão + suspense + cronômetro correndo? Eu quase me contorcia de nervosismo assistindo!

Apesar da premissa inicial ser a mesma ~telefonema, novo caso, policiais procurando a vítima~ Voice conseguiu não ser repetitivo. Pois o roteiro soube criar casos e formas diferentes de apresentação e solução.

E pra chocar ainda mais, o drama começou a apresentar cenas e casos cada mais sanguinolentos, algumas até pareciam mais adequadas ao gênero horror, que a thrillers propriamente dito, sabe? E seu eu gosto de horror? Eu ADORO! Adoro cenas marcantes, em que o sangue e a violência são usados de maneira consciente, com objetivo estético e pra chocar o telespectador.

~Acho que pareci um pouco psicopata nesse parágrafo de cima. Desculpem. Não sou, tá, gente~

Junto a isso, há o caso central, sobre o assassinato dos familiares dos protagonistas, que é construído aos pouquinhos. Primeiro são pequenas pistas, depois episódios inteiros dedicados a ele, para, por fim, invadir o drama e virar o foco da história. É a partir daí que a trama se aprofunda, aumentando o número de personagens importantes e a brutalidade das cenas de violência, ao mesmo tempo que diminui a tensão.

Pois é. Estranhamente, o roteiro não conseguiu manter a mesma tensão na hora de construir uma trama maior. De propósito ou não, não me incomodou. Entendi como uma forma diferente de apresentar o caso principal: menos tensão, mais sangue.

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Além disso tudo, gostei da realidade que os casos passavam. Apesar de ser uma história de ficção e contar com aqueles exageros característicos, a grande maioria dos casos retratavam violências, infelizmente, bastante comuns a nossa sociedade moderna. E isso tudo me fazia refletir e pensar não só no drama, mas na própria vida.

VEREDITO

Voice é intenso, violento e cheio de suspense.

Alguns episódios me deram medo, outros me deixaram chocada e ainda teve aqueles que me fizeram refletir sobre a vida. E eu gostei demais de tudo isso! Inclusive, meu horário preferido de assistir os episódios era tarde da noite. Parece coisa de masoquista (talvez até seja :x), mas eu gosto de dramas que me fazem sair da zona de conforto e sentir exageradamente. E Voice fez isso comigo.

Pra quem gosta de thrillers e dramas policiais, é uma ótima pedida.

Provavelmente entrou pra minha lista de melhores do ano u.u

ONDE ASSISTIR?

Voice está disponível legendando no Drama Fever, no Viki e no Kingdom Fansubs.


Beijinhos.

E té mais.

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